quarta-feira, maio 23, 2012

Relation[ship]

Relationship em português:
''Relacionamento - s.m. Ato ou efeito de relacionar. Amizade, intimidade. Condição em que dois ou mais indivíduos cultivam trato de cortesia ou de amizade, blá blá blá.'' 
Mas na boa, é só isso? Não mesmo. Quem dera fosse. As coisas seriam bem mais fáceis. rs.
Ou como diria meu querido amigo Wagner: ''É Brendinha, não sei o que dizer. Se tivesse uma explicação coerente não seria chamado relacionamento. A palavra por si só já é complicada, imagine o significado e o dela...''
#ihcomplicou

E apesar de não saber definir muito bem o que vem a ser 'relacionamento', acho que cabe ser dito que, sim, como tudo na vida, eventualmente terá um começo, um meio e um fim. 

Já sei! Posso relacionar com uma viagem de navio (às vezes o próprio RMS Titanic, porque na boa, tem cada iceberg que aparece na nossa frente...). Aqui, chamarei esse navio de Relation Ship.
Quando o Relation Ship zarpa do porto solidão em que está ancorado não há nada além do mar. E aí a gente se joga na travessia do Atlântico de cabeça. 'Take her to the sea, Mr. Murdoch!' ('leve-a para o mar, senhor Murdoch' - célebre frase dita pelo capitão do Titanic, senhor Smith, ao senhor supracitado). E aí lá se vai o navio, a princípio em águas tranquilas. Então julgamos que é hora de colocar as caldeiras pra funcionar a todo vapor. Mas às vezes o navio precisa mudar de curso, às vezes vem a tempestade ou acontece algo que acaba com a calmaria da viagem. E o que fazer? Pular na água gelada, procurar um bote, afundar com o navio? Difícil responder. 

Voltando aos relacionamentos: o começo de tudo, assim como a viagem no Relation Ship, é uma maravilha! Todas aquelas borboletas no estômago... E o tempo passa, e as borboletas vão voando pra longe (e eu espero que isso demore a acontecer porque, sinceramente, eu gosto muito das minhas borboletas). 
Mas uma hora ou outra a gente cansa de se relacionar. Acontece com todo mundo, vai por mim. E não é porque a gente queira, mas um dia a gente cansa de ter que ficar enviando sms, de ter que ligar e inventar assunto, conforme é dito no manual de Boas Práticas de Relacionamento. Já passei por isso, e sério, quem não passou, vai passar. 
Hoje, posso dizer que pra mim é bem diferente e eu tô bem feliz, porque vejo as coisas por um ângulo muito mais interessante, num lugar aonde eu, tampouco o outro temos esse tipo de obrigação imposta pelas boas práticas. E sabem, eu gosto disso. Dessa leveza que existe nesse ''novo relacionamento'', e isso é muito bom, pelo menos pra mim. E claro, aqui falo por mim, porque uma coisa são as minhas expectativas, outra coisa são as expectativas do outro. O elemento surpresa me encanta. Mas isso é outra história... 
E, eventualmente, você pode chegar àquele momento em que irá perceber que tá cansado de nhem nhem nhem, cansado do ato de se relacionar. Esse é o sinal de que o momento é de reflexão, 'eu comigo mesmo'. É o momento exato de focar e colocar a vida nos eixos, o navio de volta ao curso, ou pular na água, ou afundar. E agora relation(ship), o que fazer? Bom, posso dizer que há 4 meses eu pulei do navio e descobri que a água pode ser bem quentinha. ;)

XOXO



*Notinha: 
Relation(ship) - traduzindo, seria algo como ''navio das relações'', Relation Ship.

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